Cuidado com os gastos invisíveis

Publicado em: 30/07/2019

E se existisse um tipo de gasto que fosse a causa de muitas dívidas e que gerasse dificuldade financeira, principalmente por ser difícil de enxergarmos? Aquele gasto que acabamos fazendo por acharmos essencial, mas que comem nossos esforços em economizar e burlam o nosso controle financeiro mensal. Este gasto existe e é sobre ele que vou falar neste artigo.

Semana passada fui em busca de cumprir a missão de comprar um calçado novo, pois o que estava utilizando estava desgastado do uso. Por isso, fui a uma loja, e entre provar um calçado e outro, fiquei pensando: quando foi que eu comprei o tênis que eu estava usando? Quanto tempo durou? Quanto paguei nele? E foram estes questionamentos que me ajudaram a refletir e a enxergar o que chamei de gasto invisível.

Para exemplificar, vamos supor que eu tenha pago R$ 216,00 no calçado antigo, e que tenha sido durável por um ano. Qual meu custo com o calçado por mês? A resposta é simples! Basta dividir o valor (R$ 216,00) pelo período que durou (12 meses) e teremos o custo mensal, que no exemplo foi de R$ 18,00. Ou seja, aquele calçado me custou R$ 18,00 por mês pelo período de um ano, e estamos falando de apenas um item do nosso guarda-roupa. E se este comportamento perpetuar, ou seja, eu continuar comprando calçados por este preço todos os anos, isso pode até ser somado as minhas despesas fixas mensais.

Claro que R$ 18,00 por mês não é valor exorbitante. Mas o que quero ressaltar é que tudo o que compramos tem um custo, que se avaliado mensalmente e somado a todas as despesas, pode superar seu salário, sem que você perceba. Mas, e se eu resolver trocar de sapato de seis em seis meses por outro modelo que seja o dobro do valor? Já passamos a um gasto fixo mensal de R$ 72,00, o que pode pesar no orçamento de alguns.

Agora, quanto gastamos de televisão por mês? E de computador? Carro? Celular? Para facilitar sua vida, fiz uma tabela abaixo com estes quatro itens para termos uma ideia do quanto gastamos pôr mês com cada um deles:

Desta forma, fica visível como gastamos e muitas vezes não sabemos explicar para onde foi nosso dinheiro. Percebemos o quanto podemos economizar se ao invés de trocarmos nosso celular de seis em seis meses, decidirmos permanecer com ele por mais um ano ou dois. Ou então, ao invés de trocar de carro todo ano, passarmos a trocar a cada 3 ou 5 anos.

Apresento-lhes o gasto invisível que muitas vezes causa o descontrole financeiro de muitas famílias. E a dica para economizar neste tipo de gasto é não seguir as tendências e modinhas, repense sua forma de consumo, procure trocar de equipamento/objeto/bem somente quando for realmente necessário. E quando trocar, outra questão a se avaliar é se vale mais comprar algo mais barato, porém com pouca durabilidade, ou mais caro e com mais qualidade/durabilidade. Neste caso, será que o valor da diferença gerará uma economia se dividirmos este valor pelo número de meses que irá durar?

Por Blog Organizze

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