Planejamento para aposentadoria é fundamental

Publicado em: 06/09/2018

Carteira de entidade privada

Quem já leu o livro “O Complexo de Sabotagem”, da escritora norte-americana Colette Dowling, viu a teoria da escritora de que, inconscientemente, as mulheres sabotam seus orçamentos e não utilizam o seu dinheiro para garantir maior estabilidade no futuro. Para além da análise ligada ao sexo feminino, é possível perceber que esse comportamento é, na realidade, comum entre a maiorias das pessoas. O dinheiro investido em férias, viagens e até mesmo em bens como roupas e equipamentos eletrônicos é bem mais alto que o que é guardado ou aplicado para uma estabilidade futura.

O que falta, na realidade, não é só investimento real, mas a completa falta de planejamento. A ideia que a aposentadoria ainda está longe leva grande parte dos brasileiros a deixar isso de lado e não fazer nenhum tipo de plano para o futuro. Se, para uma viagem, poupamos dinheiro e fazemos todo um roteiro e gastos, a aposentadoria fica sempre do banco dos reservas da economia doméstica e nunca encontra lugar para entrar em campo.

Independente dos seus rendimentos, é quase sempre possível tirar uma pequena porcentagem desse valor para poder investir em aplicações rentáveis. “A longo prazo, esse tipo de ação resulta em um montante capaz de render o suficiente para o seu sustento – ou seja, permite a conquista da independência financeira, que é a situação na qual é possível viver sem precisar trabalhar para o sustento imediato”, afirma Aigo Pyles, fundador da Gênesis Associados, empresa de assessoria e gestão de investimentos financeiros físicos e corporativos.

O que acontece com a maioria das pessoas é o menosprezo desse investimento. Você pode pensar: esse valor me fará falta hoje e não contribuirá em nada no futuro. Mas não se iluda: não é verdade. Pense bem. Se seu salário tivesse uma redução de R$ 100,00, por exemplo, você realmente não teria como se sustentar? Poupando somente esse valor por trinta anos e considerando um investimento de rendimento baixo (0,5 ao mês), você teria quase R$ 200.000 quando chegasse aos 65 anos.
Supondo que você queira usar esse valor por 20 anos (até os 85), teria ao seu dispor 833,00 mensais – até um pouco mais nos anos seguintes, já que o dinheiro ainda aplicado continuaria rendendo. Com uma economia agora, você recebe quase um salário mínimo quando estiver em idade de se aposentar. Mesmo que esse valor seja condizente às suas despesas, já que é uma boa ajuda para o sustento completo.

QUANTO POUPAR.

Fazer um investimento que garanta a aposentadoria não é um bicho de sete cabeças. “Se você investir um valor baixo, como 5% de seu salário, vai conseguir um montante significativo para quando na idade de se aposentar, desde que invista esse valor em uma forma de rendimento estável e de baixo risco, como o Tesouro Nacional”, explica Pyles. Esse cálculo só funciona bem, contundo, quanto esse investimento começar logo cedo, na casa dos 20 ou 30 anos – assim, supondo que você queira para de trabalhar os 55 anos, terá cerca de 25 a 35 anos de economia e poupança.

Estabelecer o tipo de investimento mais adequado para você depende mais dos seus objetivos e do tempo disponível para poupar. Se você deseja usar boa parte do seu dinheiro para investimentos e parar de trabalhar daqui a 15 anos, por exemplo, precisa de mais força de vontade para poupar e de investimentos com maiores rendimentos. A desvantagem desse tipo de aplicação é o fato de que os riscos costumam ser mais altos – comprar um imóvel para locação representa rendimento maior do que o de uma poupança, mas também tem riscos.

 

Fonte: OLiberal 

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