Por que ter uma aposentadoria complementar

Publicado em: 17/07/2018

Idosos e criança

É sabido que o poder aquisitivo de quem para de trabalhar e se aposenta pode cair drasticamente, o que aumenta a necessidade de se planejar o futuro

O que mais preocupa o brasileiro que busca opções para complementar a aposentadoria oficial no futuro é ter condições de cuidar da saúde. É o que mostra pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito, SPC-Brasil com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
É sabido que o poder aquisitivo de quem para de trabalhar e se aposenta pode cair drasticamente. Quanto maior a renda na ativa, maior essa queda. Daí a importância de procurar algum tipo de aplicação que possa proporcionar um rendimento complementar ao benefício concedido pelo INSS a quem contribuiu regularmente ao longo da vida profissional.
A mais popular das opções de emprego do dinheiro são os planos de previdência privada justamente por prever a formação de uma reserva financeira no longo prazo, impor restrições a saques e proporcionar benefícios que possam manter um determinado padrão de vida do aposentado. Seja em forma de saque total do pecúlio feito ao longo dos anos, seja como renda mensal por toda a vida.
A pesquisa do SPC-Brasil e da CNDL mostra que 84% dos entrevistados afirmam fazer uma reserva financeira preocupados em cuidar da saúde. Seguindo a lista dos objetivos, 74% disseram ter receio de passar dificuldades na aposentadoria e 71% temem ter de continuar trabalhando mesmo com a idade avançada para garantir o próprio sustento. No geral, 87% juntam dinheiro porque têm medo de chegar a essa fase da vida sem o conforto desejado.

Terceira idade
O levantamento ainda revela que praticamente todos os entrevistados, 96%, acreditam que o brasileiro deveria se organizar para a chegada da terceira idade. Entre esses, 36% concordam que as pessoas deveriam pensar em outras opções de renda para não depender exclusivamente da Previdência Social.
Para outros 35% é importante começar a se preparar para aposentadoria ainda na juventude, enquanto 20% pensam que é importante ter aposentadoria complementar para manter o mesmo padrão de vida da época em que trabalhavam.
Mesmo entre os participantes que já possuem algum tipo de planejamento para a aposentadoria, há comportamentos que dificultam o hábito de poupar. Em cada 10 pessoas que estão formando uma reserva financeira, 43% concordam que não conseguem se organizar financeiramente com a disciplina necessária, ainda que saibam de sua importância.
Já 46% afirmam que preferem aproveitar o dia de hoje em vez de guardar dinheiro para a aposentadoria. Assim, 52% responderam que só aplicam os recursos quando há sobras no orçamento, enquanto 48% deixam de guardar a quantia que seria destinada para a renda complementar no futuro para realizar compras.

Participação da empresa
Para boa parte dos entrevistados, 78%, a empresas deveriam ocupar um papel de destaque no incentivo e formação da aposentadoria complementar de seus empregados. A iniciativa consistiria na oferta de um plano de aposentadoria complementar aos funcionários, providenciando o desconto em folha da mensalidade. Apenas 21% foram contra essa ideia.
Nesse mesmo sentido, 65% concordam que a previdência privada é a forma mais garantida de guardar dinheiro para a aposentadoria e 90%, que o governo deveria orientar a população sobre os melhores planos disponíveis no mercado. Em média, os entrevistados têm a expectativa de viver até os 85 anos.
A expectativa de vida do brasileiro tem aumentado e o País está envelhecendo cada vez mais”, afirma a economista-chefe do SPC-Brasil, Marcela Kawauti. Para ela, “a pressão sobre o sistema previdenciário já é considerável e tende a aumentar nos próximos anos, o que significa que não há garantias de que o INSS seja capaz de absorver a demanda crescente por aposentadorias”.
Praticamente a totalidade dos participantes, 95%, consideram que a preparação para essa fase da vida, com a formação de reserva financeira, é um tema que deve ser central na família e tratado com os jovens, enquanto 81% acreditam que o tema deveria fazer parte do conteúdo obrigatório no currículo escolar e de universidades.

Fonte: Liberal Online de 08/07

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