3 em cada 10 idosos têm medo de ficar sem dinheiro para se sustentar

Publicado em: 12/08/2021

Fonte: R7/ Economize, por Márcia Rodrigues

Foto: R7/ Freepik

O maior medo dos idosos no Brasil é não ter dinheiro para o próprio sustento e depender de terceiros para sobreviver. É o que aponta uma pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com a Offer Wise, para entender como as pessoas da terceira idade enxergam essa fase da vida e suas expectativas para o futuro.

Dos entrevistados:

42% tem medo de ficar doente e depender de terceiros para tudo;

31% apontaram o temor de ficar sem dinheiro para o próprio sustento;

27% de não ter saúde física;

25% de perder as pessoas que amam; e

20% de não se sentir útil (20%).

O levantamento mostra também que:

33% dos idosos pretendem aproveitar a vida com familiares;

25% querem fazer um tratamento odontológico;

24% pretendem viajar pelo Brasil; e

23% planejam trabalhar.

Numa escala de zero a 10, os idosos atribuíram média 7 para o grau de felicidade atual. Entre as classes A/B, a nota média sobre para 8.

Inflação da terceira idade foi maior do que a oficial

Os preços da gasolina (+21,84%), do etanol (+24,98%) e do gás de cozinha (+8,66%) guiaram a alta de 1,54% do IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor – 3ª idade) ao longo do primeiro trimestre de 2021, de acordo com dados divulgados em abril, pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com o resultado trimestral, o indicador acumula alta de 6,2% nos últimos 12 meses, valor acima da taxa acumulada pela inflação nacional, que foi de 6,1%, no mesmo período.

Mais da metade tem dificuldades para achar produtos para a terceira idade

A pesquisa revelou que o mercado de produtos e serviços para a terceira idade tem muito potencial para crescimento.

Mais da metade dos entrevistados (60%) considera difícil encontrar algum produto específico para a terceira idade. Destaque para:

Locais para sair à noite com público de terceira idade (22%);

Alimentos especiais (22%);

Celulares com teclado maior (18%); e

Serviços de turismo exclusivo para terceira idade (17%).

Questionados sobre o produto ou serviço que desejam adquirir nos próximos três meses, os idosos apontaram:

Roupas (25%);

Tratamentos dentários (24%);

Eletrodomésticos (19%);

Viagens (19%); e

Smartphones (18%).

Entre os atributos considerados mais relevantes na hora de escolher o local de compra foram citados:

Preço (66%);

Qualidade dos produtos e serviços (45%);

Confiança no estabelecimento (38%); e

Atendimento (38%).

Internet virou lazer na pandemia

Quando o assunto é lazer, 60% dos idosos apontam a navegação da internet como opção. O volume é 29 pontos percentuais a mais na comparação com 2018, período pré-pandemia.

Na sequência aparecem:

Assistir televisão (56%);

Ouvir música (41%);

Ler livros (38%); e

Fazer caminhada ou corrida (31%).

Nessa mesma direção, a internet cresceu como um meio de comunicação de uso frequente entre os idosos, saindo de 46% em 2018 para 79% em 2021 (aumento de 33 pontos percentuais).

 

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