O impacto da vacinação na longevidade

Publicado em: 03/02/2021

Fonte: O Tempo, por Marta Moura, Responsável Técnica de Vacinas do Laboratório Lustosa

Foto: Freepik

A vacinação impactou de forma sólida e positiva a vida dos idosos. Atuais ganhos na compreensão sobre a imunização abriram uma onda de inovações com a disponibilização de vacinas e estratégias voltadas para a saúde da população acima de 60 anos.

Esse fato está diretamente relacionado com as melhores qualidade e expectativa de vida do brasileiro, já que pessoas imunizadas conseguem combater adequadamente as doenças e têm melhores condições de enfrentar adversidades associadas à ação de vírus e bactérias.

De 1940 a 1998, a expectativa de vida no país aumentou cerca de 30 anos, principalmente no que se refere à redução de óbitos por doenças infecciosas que podem ser prevenidas por vacinas. Portanto, é um grande equívoco negligenciar a prevenção de danos à saúde por meio de imunobiológicos.

A vacinação é uma das medidas de saúde pública mais eficazes para promoção da qualidade de vida.

Para se ter uma ideia do impacto na vida das pessoas, em 1991 a população brasileira com mais de 60 anos era de 10,7 milhões. Em 2000, ela chegou a 14,5 milhões, um aumento de 35,5%. Hoje, esse número ultrapassa os 29 milhões, e a expectativa é que, até 2060, esse número suba para 73 milhões – o que representa um aumento de 160% em relação aos dias atuais.

Nosso país está envelhecendo e isso é inegável. Hoje, cerca de 9% da população brasileira possui mais de 60 anos. Nas próximas décadas, esse número vai triplicar. Por isso, precisamos urgentemente incentivar a vacinação coletiva – e não só contra a Covid-19.

O Brasil conta hoje com um calendário específico de vacinação para a terceira idade, que previne internações de milhares de idosos por comprometimentos diversos, e o de maior incidência é a pneumonia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), são recomendadas rotineiramente as vacinas: influenza, pneumocócica 13, pneumocócica 23, herpes zóster e hepatite B, além de doses em situações especiais, como viagens.

Algumas vacinas são realizadas em dose única e outras necessitam de reforço após determinado período, o chamado “esquema vacinal”, como é o caso das vacinas de difteria e tétano. Portanto, mesmo já tendo tomado todas as vacinas necessárias, de tempo em tempo é preciso conferir a caderneta por profissional de saúde capacitado.

O envelhecimento é um processo natural e deve ser encarado de forma positiva, aproveitando os recursos disponíveis hoje para prevenção e cuidados. E as vacinas são essenciais para manter a boa saúde nesta etapa da vida, sendo a base para todas as outras esferas também essenciais para a longevidade da população, como: lazer, segurança, mobilidade urbana, trabalho, moradia e geração de renda.

 

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