Veja quatro dicas para não cair em golpes que usam o Pix para roubar seus dados

Publicado em: 03/11/2020

Fonte: Valor Investe, por Júlia Lewgoy, “Blog Júlia, socorre!”, com edição

Foto: Valor Investe

Um dos principais assuntos do noticiário financeiro tem sido o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneo criado pelo Banco Central (BC). Você pode cadastrar sua chave no Pix, ou seja, o seu CPF, e-mail ou telefone que vão substituir seus dados bancários na hora de você receber dinheiro.

Com o Pix, você pode fazer transferências e pagamentos entre diferentes instituições financeiras em até dez segundos, 24 horas por dia e todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados. É diferente das transferências tradicionais via DOC e TED, que são processadas apenas em dias úteis e apenas em determinados horários.

Junto com tanta agilidade e facilidade, um alerta: também vieram novos golpes que tentam roubar dados de consumidores. Como qualquer outro meio de pagamento, o Pix não está livre de tentativas de golpes que se aproveitam da inocência do usuário. Portanto, é essencial que você se informe e fique atento.

Há dois tipos principais de golpes: sites falsos que roubam dados pessoais e campanhas de disseminação de vírus para infectar o seu celular ou computador. Somente nas primeiras horas de segunda-feira, a empresa de cibersegurança Kaspersky identificou o registro de 30 sites fraudulentos.

A maioria das tentativas de fraude são ataques de “phishing”, ou em bom português, pescaria digital. Os golpistas usam técnicas de engenharia social, ou seja, manipulam psicologicamente você para que você forneça informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes são esse tipo de ataque, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O golpista pede o pré-cadastro no Pix e solicita informações como o número de celular e CPF, usadas como chaves de identificação no novo sistema de pagamentos. Caso você forneça seus dados, será mais fácil para os fraudadores cometerem fraudes no futuro usando o Pix. A seguir, veja 4 dicas para se proteger.

1) Esteja logado no aplicativo ou site do banco

É muito importante que você saiba que o cadastro das chaves Pix só pode ser feito com você logado no aplicativo do banco, fintech ou carteira digital em que você tem conta. O Banco Central diz que o cadastro do número de telefone e e-mail depende de uma validação. Você receberá, por exemplo, um código via SMS ou e-mail que terá que ser digitado no aplicativo da instituição financeira, com você logado.

Faça o cadastro no Pix por meio dos canais oficiais dos bancos, que são o aplicativo baixado de uma loja oficial ou o site da instituição financeira.

2) Nunca se cadastre por meio de um link recebido

Ignore links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail. Vá até o site ou aplicativo e faça o processo manualmente. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos e mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

3) Não repasse nenhum código

Também é essencial não repassar a outra pessoa nenhum código fornecido por SMS ou imagem de um QR Code enviado para autenticar alguma operação. Na dúvida, fale com seu banco.

4) Faça o cadastro no Pix

Por último, mas não menos importante: fazer o cadastro no Pix é um ótimo jeito de se proteger. “Isso porque, com a grande quantidade de dados disponíveis na internet, é bem provável que haverá fraudadores que tentarão registrar chaves a partir dos dados de outras pessoas”, explica Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky.

Porém, a partir do momento em que você faz o cadastro e se torna dono da chave, mesmo que o fraudador tenha os seus dados, como número de telefone ou CPF, ele será impedido, porque você já fez o cadastro na conta do banco. Uma possível portabilidade das chaves só pode ser feita com uma confirmação sua.

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